Soneto XXIX - Shakespeare



Quando em minha desgraça e sem fortuna sigo
dos homens desprezado, e minha sorte choro,
praguejo contra os céus insensíveis, deploro
meu destino, e em protesto inútil me maldigo.


E os ricos de esperança invejo, e, num momento,
anseio ter também prazeres, alegrias,
tudo o que, à alma nos traz algum contentamento
e de amizades enche o decorrer dos dias...


Mas se assim desolado estou, e penso em ti,
tal como a cotovia ao vir da madrugada,
canto à espera do sol, à luz que ainda não vi,


e me sinto feliz, e sou rico talvez,
pois tendo o teu amor em minha alma encantada,
nem troco o meu Destino e nem invejo os reis!


by. Shakespeare

(New) Faça parceria

Sobre este blog

Esse blog foi feito, para as pessoas que amam;
Para as pessoas que são amadas;
Para aquelas que amam, mas não são amados;
Para aquelas pessoas que são amados mas não amam!
Para as pessoas que sofrem de amor
Para as pessoas que se alegram pelo amor
♥_____♥________♥__